São Paulo, 18 de maio de 2012
Na data de hoje, o Paraguai notificou na Organização Internacional de Saúde Animal - OIE um foco de febre aftosa em bovinos em Sargento Loma, no Departamento de San Pedro, região central. Sinais clínicos da doença foram identificados em 13 bovinos de um lote de 110 animais todos com menos de 24 meses. (http://web.oie.int/wahis/public.php?page=single_report&pop=1&reportid=11022)
“Infelizmente, constata-se que o vírus continua presente na região central da América do Sul, exigindo atuação redobrada para a erradicação da enfermidade. Será preciso persistir no esforço de vacinação nesta região, trabalhando-se para erradicação da doença. Neste momento, é essencial a imediata contenção da região, evitando a propagação do vírus. A fronteira do Paraguai precisa ser controlada”, diz Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína – ABIPECS. “É essencial a mobilização do produtor do Brasil, aliando-se ao setor público estadual e federal neste esforço de vigilância, que deve incluir a preocupação com todo trânsito de animais. O pecuarista deve informar às autoridades sobre qualquer movimentação suspeita de animais”, acrescenta Camargo Neto.
O foco em Mato Grosso do Sul, em 2005, acarretou sérios prejuízos, tanto para o setor de bovinos como para o de suínos. Até hoje não foi retomada a exportação de carne suína para a África do Sul, que interrompeu os embarques em 2005, alegando aquele incidente sanitário.
“A conquista de regiões com status de livres de febre aftosa, mantida a vacinação regular, possibilitou ampliarmos as exportações de carne bovina e suína. Alguns importantes mercados mais exigentes, que exigem a total eliminação da vacinação para aceitarem a entrada de carne, ainda não foram conquistados. O estado de Santa Catarina foi além, trabalhando para obter o reconhecimento do status máximo da OIE, livre sem vacinação, e começa a ver seu esforço reconhecido com abertura dos mercados de melhores preços”, destaca o presidente da ABIPECS.
O incidente no Paraguai, desde que limitado a este foco, não deve acarretar qualquer problema ao mercado de carne suína do Brasil. O Paraguai não é exportador de carne suína, lembra Camargo Neto.
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