Reabertura do mercado sul-africano corrige irregularidade

29/06/2011

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou hoje a reabertura do mercado da África do Sul para a carne suína brasileira. Ao saber da notícia, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS), Pedro de Camargo Neto, parabenizou o ministério, pois a medida “corrige irregularidade, totalmente em desacordo com as regras de comércio internacional amparadas pelo Acordo sobre as Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC), que causou sérios prejuízos à suinocultura desde outubro de 2005”.

“Parabenizamos o MAPA nas pessoas do ministro Wagner Rossi, do secretário de Relações Internacionais, Célio Porto, e do diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários, Otávio Cançado, pela reabertura da África do Sul”, disse Camargo Neto.

Em virtude de foco de febre aftosa em bovinos no Mato Grosso do Sul, em 2005, a África do Sul passou a barrar as importações de carne bovina e suína de todo o país. “A medida exacerbada poderia ser tolerada por algumas poucas semanas. Nunca por quase seis anos”, segundo o presidente da ABIPECS.

Barreiras colocadas pelo MAPA, após a ocorrência do foco de febre aftosa, imediatamente restringiram o trânsito de animais, impedindo que a doença se alastrasse pelo País.  No caso de suínos, explica Pedro de Camargo Neto, existe ainda o agravante de que o estado de Santa Catarina é livre de febre aftosa sem vacinação. Portanto, lembra, “nunca poderia ter suas exportações limitadas”.

A África do Sul liberou as importações de carne bovina do Brasil em 2009, mas manteve o embargo ilegal à carne suína “com o triste expediente de solicitar informações sobre doença suína sabidamente inexistente no Brasil”, comenta o presidente da ABIPECS. Ele destaca a atuação de Otávio Cançado que, em missão a Pretoria, “soube representar os interesses nacionais, em especial os da suinocultura, corrigindo esta lamentável barreira”.

Para a ABIPECS, é essencial a conclusão de todos os trâmites burocráticos necessários para a retomada imediata dos embarques de carne suína para a África do Sul. “A crise que o setor enfrenta exige isto”, afirma Pedro de Camargo Neto.