ABIPECS confia que ameaça de embargo à carne suína será revertida

02/06/2011

O setor foi surpreendido, hoje, com a medida da autoridade sanitária da Rússia suspendendo as exportações de carnes, em geral, do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, principais exportadores para aquele destino.  A Rússia é o maior mercado para a carne suína brasileira, com 40% de participação nas vendas externas totais do produto. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína – ABIPECS, Pedro de Camargo Neto, está confiante de que o embargo russo será revertido, evitando maiores prejuízos.

“Considerando que a autoridade da Rússia forneceu a data limite de 15 de junho para a medida entrar em vigor, esperamos que o Ministério da Agricultura (MAPA) agende com urgência reunião em Moscou, levando resposta a todos os questionamentos apresentados”, diz Camargo Neto.

Há 15 dias, missão do governo federal visitou Moscou. A ABIPECS foi informada de que em reunião dos secretários do MAPA, Francisco Jardim (Defesa Agropecuária) e Célio Porto (Relações Internacionais do Agronegócio), com o diretor do Rosselkhoznadzor (Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária), Sergey Dankvert, o governo russo fez diversas críticas ao sistema de inspeção do Brasil. O MAPA se comprometeu a responder, com brevidade, os inúmeros questionamentos apresentados pela autoridade sanitária da Rússia. Porém, com o anúncio hoje, do embargo, constata-se que não houve tempo hábil para esse retorno.

A ABIPECS destaca que o Brasil tem condições de saúde animal no campo e de saúde pública em seus frigoríficos comparáveis ou melhores do que as de qualquer país do mundo. “As críticas que têm sido divulgadas, inclusive pelo site da autoridade sanitária russa, são infundadas e injustas. Não quer dizer que não existam falhas burocráticas por parte do Ministério da Agricultura. As exportações de carne do Brasil cresceram muito nos últimos anos e falta pessoal técnico para atender uma crescente demanda. O governo precisa reagir, não deixando qualquer dúvida sobre a sanidade das carnes do Brasil”, reitera Pedro de Camargo Neto.