São Paulo, 09 de setembro de 2010
As exportações de carne suína, em maio, não apresentaram surpresa. A receita total foi de US$ 118 milhões, 15 % superior à de maio de 2009. O volume exportado foi de 46.028 toneladas, 11 % inferior ao do ano passado. A redução em volume foi resultado de um menor embarque para a Rússia, principal destino das vendas externas de carne suína.
Os totais dos primeiros cinco meses (janeiro-maio) também apresentam a mesma característica: ampliação de receita em 13 %, com um resultado até agora, no ano, de US$ 544 milhões e ligeiro encolhimento do volume, de 7%.
Uma avaliação dos últimos doze meses já mostra aumento nos volumes exportados: 589.676 toneladas. A receita, nesse período, ficou em US$ 1,29 bilhão, em relação a 551.032 toneladas e US$ 1,40 bilhão nos doze meses anteriores.
Diz Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína – ABIPECS: “Mantemos otimismo com as exportações em 2010, pois esperamos um segundo semestre com bons volumes, que certamente compensarão esta pequena redução em toneladas verificada até agora”.
Novidades nos mercados – Um dos destaques relacionados aos processos de abertura de mercados é a chegada de missão veterinária do México, que realiza a partir de hoje a sua primeira visita de conhecimento das condições sanitárias e de produção de suínos e aves no Brasil. A visita se inicia hoje, em Santa Catarina.
Quarto maior importador de carne suína do mundo, o México resistia a iniciar quaisquer negociações visando à abertura do seu mercado. A missão que se encontra no Brasil vinha sendo insistentemente solicitada desde a visita àquele país, em 2008, do ex-ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O Brasil já tinha apresentado reclamação formal junto ao Comitê Sanitário da Organização Mundial do Comércio - OMC. Felizmente, inicia-se processo de negociação na questão sanitária”, afirma Camargo Neto.
“É preciso, também, observar que o Brasil e o México atualmente negociam acordo de livre comércio, em que a redução das tarifas para a carne suína é demanda brasileira prioritária”, acrescenta o presidente da ABIPECS.
Seis países prioritários - Com a chegada da missão mexicana, passam a ser seis os países prioritários – Estados Unidos, União Europeia, China, Japão, Coreia do Sul e, agora, o México - em matéria de abertura de mercados para a carne suína. Os processos visando à entrada da carne suína brasileira nesses países estão em plena tramitação.
“Esperamos que ainda em 2010 possamos iniciar embarques para parte desse grupo”, comenta Pedro de Camargo Neto.
A cadeia suína brasileira, com 30 milhões de cabeças, produção de 3 milhões de toneladas de carne, geração de 630 mil empregos diretos e indiretos, é uma importantíssima atividade econômica.
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