São Paulo, 05 de fevereiro de 2012
Vaivém das Commodities
Mauro Zafalon
NO MESMO LUGAR
As negociações brasileiras com os chineses, no que se refere às exportações de carnes, estão tomando um rumo não previsto pelo setor. O avanço esperado com as visitas do presidente chinês, Hu Jintao, e do responsável pelas importações, Wang Young, não está se concretizando.
TERMOPROCESSADA
Brasil e China assinaram ontem a liberação de exportações de carne brasileira termoprocessada (industrializada). O acordo havia sido feito em 2005 e só agora foi assinado. Já no que se refere à carne "in natura" -importante item para os brasileiros-, cinco frigoríficos e quatro Estados estão habilitados, mas as vendas ainda não ocorrem por burocracia.
MAIS UNIDADES
A China já reconhece toda a área brasileira livre de febre aftosa, o que vai elevar o número de frigoríficos habilitados a exportar carne "in natura". Mas os chineses só querem avançar nas negociações com compensações, como a venda de peixes e outros produtos para o Brasil.
TAMBÉM DEVAGAR
A abertura à carne suína também vai demorar mais do que o imaginado. Pedro Camargo Neto, da Abipecs (associação de exportadores), disse que o setor esperava a liberação para maio, mas ontem os chineses avisaram que só vão enviar uma missão veterinária para inspecionar as unidades abatedoras em setembro.
QUANDO ENTÃO?
Todos os acertos anteriores indicavam maio como data limite, diz Camargo Neto. O processo tramita há vários anos e a expectativa do setor era que chegaria à etapa final com a vinda do presidente chinês ao Brasil. "Se nem assim ocorre, quando vai ocorrer?", indaga.
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A carne suína tem proteínas de qualidade em quantidade. Ela apresenta um teor protéico elevado.