Abipecs teme que abertura chinesa à carne suína do Brasil demore

15/04/2010

Reuters

As exportações de carne suína do Brasil para a China podem demorar mais do que o imaginado para serem liberadas, afirmou nesta quinta-feira o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto.

Segundo a Abipecs, o governo chinês anunciou em Brasília nesta quinta-feira que só em setembro vai enviar uma missão veterinária para inspecionar unidades brasileiras de suínos, algo que foi lamentado pelo executivo.

"Estávamos esperando que a missão viesse em maio. Todas as tratativas indicavam essa data. Se não conseguimos esse resultado com a visita do presidente chinês, Hu Jintao, tudo indica que o processo de abertura à carne suína na China pode demorar ainda mais do que o imaginado", afirmou Camargo Neto, em comunicado.

O presidente Jintau está no país por conta da reunião de cúpula dos BRICs, bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China.

De acordo com o presidente da Abipecs, o processo para a abertura do mercado chinês à carne suína brasileira tramita há vários anos, e a expectativa era de que estivesse chegando à etapa final com a visita do presidente chinês.

Técnicos do Ministério da Agricultura do Brasil entregaram nesta quinta-feira proposta de certificado sanitário internacional para carne suína in natura à delegação da Administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ).

No documento, constam as regras sanitárias para exportação de carne suína in natura para o país asiático.

Após a aprovação do certificado, o próximo passo será a habilitação de frigoríficos nacionais exportadores de suínos.

Com essa finalidade, segundo o ministério brasileiro, está prevista a vinda de uma missão do governo chinês ao Brasil no segundo semestre deste ano.

O país asiático é o maior consumidor mundial de carne suína. Há dois anos, tornou-se o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, respondendo por quase 14% dos embarques agropecuários do Brasil, com destaque para as compras de soja.