São Paulo, 05 de fevereiro de 2012
Gazeta do Povo
Novos mercados
Setor quer destravar negociações
A conquista de novos mercados é um sonho antigo do suinocultor brasileiro. Desde 2005, quando a suspeita de focos de febre aftosa no Paraná e Mato Grosso do Sul derrubou em 15% as exportações de carne suína do Brasil, o setor busca alternativas para recuperar o espaço perdido e até ampliar a sua participação no comércio internacional. 2009 parecia ser o ano da virada. O país recebeu missões de diversos países e ampliou os esforços para abrir novos mercados, mas as negociações acabaram não evoluindo conforme o planejado. Os cobiçados mercados chinês e europeu por exemplo, continuam fechados para a carne suína brasileira.
Destavar as negociações será a palavra de ordem em 2010, diz Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs. Ele conta que uma missão européia esteve em Santa Catarina no mês passado e que a abertura do mercado para esse estado deve finalmente acontecer no início do ano que vem. “Os esforços agora são para que a missão européia volte ao Brasil no primeiro semestre de 2010, desta vez para visitar Paraná e Rio Grande do Sul, que também são grandes produtores e não podem ficar para trás”, disse o dirigente.
Projeção feita pela Abipecs, com base em dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), estima que o Brasil poderia triplicar suas exportações de carne suína até 2015. Conforme a associação, as vendas externas brasileiras poderiam passar de 598 mil toneladas em 2009 para 1,73 milhão de toneladas apenas como efeito da abertura de mercados e aumento de vendas para mercados já conquistados.
Atualmente, o Brasil é o quarto maior exportador mundial, atrás da União Europeia, dos Estados Unidos e do Canadá. Com o aumento de exportações, o país teria condições de liderar o ranking. (LG)
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