Artigo impresso de www.abipecs.org.br

Restrições internacionais à carne suína

A carne suína enfrenta barreiras comerciais em países islâmicos por motivos religiosos, como na Malásia, no Marrocos, no Egito, na Argélia, na Arábia Saudita e no Irã. O Alcorão (livro sagrado) considera a carne suína impura. Mesmo assim, os Emirados Árabes Unidos importam pequenas quantidades para atender à população não islâmica.

A carne suína brasileira enfrenta ainda barreiras nos seguintes países:

- México: o país não aceita o princípio da regionalização e impõe restrição a países que vacinam contra febre aftosa. O México acompanha os EUA nas decisões técnicas para importação.

- Venezuela: o Brasil está exportando para esse mercado. A exportação depende de aprovação das autoridades governamentais para cada unidade industrial interessada.

- Coréia do Sul: não aceita importar de país que vacina contra febre aftosa e também não reconhece o princípio da regionalização. Se aceitasse, poderia importar de Santa Catarina, que é estado livre de febre aftosa sem vacinação.

- Argentina: o país liberou a importação de carne suína apenas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, em função do último foco de febre aftosa no Paraná e no Mato Grosso do Sul, em 2005.

- Angola: importa normalmente a carne suína sem osso, mas restringe ao estado de Santa Catarina a compra de carne suína com osso devido ao status de livre sem vacinação contra febre aftosa.

- Índia – o Brasil não exporta para esse mercado, pois não possui acordo sanitário com o governo indiano.

- África do Sul: desabilitou o Brasil em carne bovina e suína desde o foco de aftosa em 2005, e até hoje não reabilitou. A África do Sul também tem como requisito básico a febre aftosa e sua situação na região reconhecida pela OIE. Face ao último evento de febre aftosa no Brasil, ainda não se recuperou esse mercado.

- Rússia: aceita as regras da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de país livre de febre aftosa com vacinação. Porém, o estado de Santa Catarina, região livre sem vacinação reconhecido pela OIE, não está exportando atualmente para a Rússia porque não tem unidades frigoríficas (matadouros) habilitadas.  O suíno de Santa Catarina pode ser abatido em outro estado que tenha frigorífico habilitado. A restrição às exportações de Santa Catarina, atualmente, se deve ao fato de que a Rússia não envia missão ao Brasil para habilitar as unidades frigoríficas localizadas no estado.