Exportador de carne suína quer levar divergência com Coréia do Sul à OMC
Em reportagem publicada no Valor Econômico, assinada por Mauro Zanatta, no dia 17 de novembro de 2008, o presidente da ABIPECS, Pedro de Camargo Neto, fala da dificuldade em abrir mercados para a carne suína brasileira, especialmente na Coréia do Sul. leia mais
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Frigoríficos Brasileiros serão treinados para praticar o abate humanitário
O acordo de cooperação técnica entre a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês), o Ministério da Agricultura e a ABIPECS – Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína, assinado em dezembro de 2007, entra em uma fase muito importante neste mês. De 6 de outubro a 10 de dezembro, a WSPA treinará no interior de São Paulo uma equipe de trabalho de cinco profissionais – dois veterinários e três zootecnistas – que, por sua vez, serão responsáveis pelo treinamento de fiscais federais e estaduais e de encarregados do controle de qualidade nos frigoríficos. Os programas de treinamento, que envolverão as áreas de abate de bovinos, suínos e aves, visam promover a conscientização e a implantação de melhores práticas no manejo pré-abate e abate. leia mais
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Apesar da forte crise, exportações de carne suína caem pouco em outubro
Vendas para a Rússia, principal mercado, sobem 18% em volume

O mês de outubro será lembrado como o que revelou ao mundo a dimensão da crise financeira global de 2008, semelhante à de 1929. Apesar da enorme flutuação cambial no mês passado, com um componente de incerteza sobre o valor do real, o que inibiu contratações e embarques, houve uma pequena queda das exportações brasileiras de carne suína, de 6,65% em toneladas, em relação a outubro de 2007. Em valor, porém, o crescimento foi de 51,72%, comparado ao do mesmo mês do ano passado. leia mais
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Congresso Mundial de Carnes enfatiza nova agenda do comércio internacional
Temas como bem-estar animal, sustentabilidade, rastreabilidade e gestão de biossegurança mereceram maior ênfase na agenda deste ano do Congresso Mundial de Carnes, que aconteceu entre os dias 7 e 10 de setembro na Cidade do Cabo, África do Sul. De acordo com o diretor de mercado interno da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS), Jurandi Soares Machado, várias apresentações abordaram esses tópicos, cujo peso é crescente no dia-a-dia do comércio internacional. leia mais
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Carne Suína Brasileira em 2007

Os preços mais altos das carnes concorrentes no mercado interno, a demanda doméstica firme, a gradual recuperação dos preços internacionais, o crescimento das vendas externas (14,8%) e o pequeno recuo (-1,0%) na disponibilidade interna foram os principais fatores que deram sustentação ao mercado de suínos em 2007. No entanto, o desempenho econômico deixou muito a desejar. A oferta de suínos superior à demanda, estoques ainda altos nas indústrias no primeiro semestre e a forte pressão sobre os custos no segundo, decorrente do encarecimento dos preços dos grãos, dificultaram um melhor desempenho de toda a cadeia, já que a elevação dos custos não pode ser totalmente repassada aos consumidores. Em tal circunstância, considera-se que parte dos ganhos de produtividade que houve no período, tanto no campo como na indústria, foram repassados à sociedade.

O mercado internacional ainda operou, em boa parte do ano, sob a influência dos focos de febre aftosa de 2005. Os estados envolvidos tiveram dificuldade em ampliar os volumes exportados e as negociações de acesso a novos mercados atrasaram. A aftosa é o único fator que impede o setor de participar de mais de 62% do mercado mundial de carne suína. Também, a conjuntura foi fortemente influenciada, pelo fato de Santa Catarina, o maior estado produtor do País, ter ficado fora do mercado russo.

O reconhecimento de Santa Catarina como área livre de febre aftosa sem vacinação muda esta situação desfavorável, pois gera possibilidade para a eliminação definitiva da aftosa como barreira de acesso, facilitando, no médio prazo, a abertura de mercados que pagam melhor pelo produto. No entanto, a dificuldade que o País tem de manter uma certificação oficial com credibilidade, pode continuar dificultando o acesso a esses mercados, em que pese o esforço feito, nos anos recentes, em oferecer garantias sanitárias, seja pelas instituições públicas seja pelas empresas.

Produção de carne suína no Brasil (mil toneladas)
2002-2007
 


PRODUÇÃO


Com este quadro de curto prazo conturbado, a produção manteve um crescimento mais moderado, interrompendo a trajetória de forte expansão dos dois anos anteriores. Por ter mais facilidade para colocar o produto mais próximo dos consumidores, a produção das integrações e das cooperativas manteve sua trilha de crescimento, contribuindo para que a produção industrial registrasse um aumento de 4,45% (2,64 milhões de toneladas). Este resultado só não foi maior, uma vez que o mercado spot, parcela que representa em torno de 20% da produção industrial, pela dificuldade de acesso ao mercado, encolheu entre 5,0% e 7,0%. Do mesmo modo, a produção de subsistência permaneceu em queda, pela perda de competitividade. Este desempenho, também, foi influenciado, no último trimestre do ano, pelo peso de abate mais baixo. Dessa forma, a produção total de 2007, antes avaliada ao redor de 3,1 milhões de toneladas, fechou o ano com 3,0 milhões de toneladas, registrando um aumento de apenas 1,85%.

PLANTEL

Alojamento de matrizes no Brasil (mil cabeças)
2002-2007
Fonte: Abipecs e Embrapa - Levantamento Sistemático da Produção e Abate de Suínos (LSPS)


O aumento da produção se deu mais pelo aumento da produtividade do que pelo aumentodos alojamentos de matrizes, pois novas granjas foram construídas em substituição as menos produtivas e a reposição por animais de maior potencial genético foi intensificada. Mas, novos projetos continuaram a ser implantados na região de fronteira agrícola. Com isso, o número de animais abatidos por matriz alojada aumentou nos últimos três anos 12,5%, com o número de suínos terminados passando de 19,2 para 21,6 por matriz por ano. O plantel de matrizes industriais avaliado em 1,48 milhões de cabeças praticamente não cresceu em 2007. Representando 63% do total, gerou 90% da produção. Enquanto o efetivo de subsistência (887 mil), 27% das fêmeas em produção, gerou apenas 10% da produção. Isto indica a forte modernização que está em curso no setor (produção em sítios, gestão de biossegurança, manejo, nutrição e sanidade, etc..), cujo resultado tem sido os constantes aumentos de produtividade.

ABATES

A produção industrial de suínos nos últimos três anos cresceu 19,8%, passando de 26,4 milhões de cabeças ao final de 2004, para 31,8 milhões de cabeças em 2007. Também no período, os pesos médios de abate aumentaram ao redor de 5,0%. Ao contrário, a produção de subsistência (destinada ao consumo na propriedade rural, vendendo ocasionalmente os excedentes) manteve sua trajetória de redução. No mesmo período, os abates das empresas associadas a Abipecs aumentaram 22,6%, consolidando suas participações no mercado, enquanto as demais empresas evoluíram os abates em apenas 1,9%. Os abates de suínos sob Inspeção Federal - SIF, em 2007, atingiram 24,3 milhões de cabeças, registrando um aumento de 3,7% em relação a 2006. No mesmo ano, as empresas associadas, detendo 88,0% dos abates SIF e 67,0% da produção industrial do País, por estarem bem posicionadas no mercado, abateram 21,4 milhões de cabeças, um crescimento de 7,7%, enquanto, as não associadas, devido a dificuldades de acesso ao mercado, decresceram quase 20,0%. Pelo mesmo motivo, estimou-se que os abates com certificação estadual e municipal decresceram 2,8%. Do total da produção industrial, 76,4% foi abatido sob Inspeção Federal e 23,6% sob as outras formas de certificação.


Produção de suínos no Brasil (mil cabeças)
2002-2007
Fonte: Abipecs e Embrapa - Levantamento Sistemático da Produção e Abate de Suínos (LSPS)



Abates de suínos por tipo de certificação e auto-consumo no Brasil
(milhões de cabeças)
2004-2007
Fonte: Abipecs e MAPA
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